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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Chegou moletom Kawavess . Look do dia ! Estampa sobre Piccadilly Circus



Estampa: Piccadilly Circus


Moletom Kawavess preto R$ 119,00

Piccadilly Circus é uma famosa praça de Londres, onde se cruzam as seguintes ruas: Regent's StreetShaftesbury AvenuePiccadilly (a rua que liga Piccadilly Circus a Hyde Park) e Haymarket.
Pertence ao borough (as camâras municipais de Londres) de Westminster, e é uma das zonas mais movimentadas da capital britânica.
A área é rodeada de várias atrações turísticas, incluindo a estátua de Eros, os bares e teatros do West End londrino, incluindo o "Criterion Thearte" que aí está localizado, Leicester Square (a cinco minutos de distância) e várias lojas.
Durante os anos sessenta do século XX era um dos centros da Londres moderna.
São famosas os outdoors localizados em um prédio de esquina de Picadilly, neles, os anúncios da TDK, SANYO, MC DONALDS, COCA COLA, SAMSUNG e FOSTERS (NESCAFÉ, posteriormente), já batem ponto a décadas.
Também em Picadilly, se localiza o museu Ripley's Believe It or Not!, que expõe coisas não tão normais.
Em Picadilly existem muitos restaurantes e muitos lugares onde se podem comprar ingressos para peças de teatro e musicais. Os musicais valem a pena para quem fala inglês, mas também valem a pena para quem não fala, pois são um belo espetáculo.
Outras lojas que se localizam em Piccadily são LyllyWhites (loja de material esportivos com preços ótimos, mas sempre muito cheia), Cool Britania (gigantesca loja de souvenirs), e Gap (loja de roupas), entre outras.
A melhor maneira de se chegar lá é de metrô, a estação se chama Estação Piccadily Circus, e pode se chegar lá por meio da Piccadily Circus Line e Bakerloo Line


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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Palavras do ator Wagner Moura sobre o Pânico na TV, em carta aberta, divulgada no globo.com:


“Quando estava saindo da cerimônia de entrega do prêmio APCA, há duas semanas em São Paulo, fui abordado por um rapaz meio abobalhado. Ele disse que me amava, chegou a me dar um beijo no rosto e pediu uma entrevista para seu programa de TV no interior. Mesmo estando com o táxi de porta aberta me esperando, achei que seria rude sair andando e negar a entrevista, que de alguma forma poderia ajudar o cara, sei lá, eu sou da época da gentileza, do muito obrigado e do por favor, acredito no ser humano e ainda sou canceriano e baiano, ou seja, um babaca total. Ele me perguntou uma ou duas bobagens, e eu respondi, quando, de repente, apareceu outro apresentador do programa com a mão melecada de gel, passou na minha cabeça e ficou olhando para a câmera rindo. Foi tão surreal que no começo eu não acreditei, depois fui percebendo que estava fazendo parte de um programa de TV, desses que sacaneiam as pessoas. Na hora eu pensei, como qualquer homem que sofre uma agressão, em enfiar a porrada no garoto, mas imediatamente entendi que era isso mesmo que ele queria, e aí bateu uma profunda tristeza com a condição humana, e tudo que consegui foi suspirar algo tipo “que coisa horrível” (o horror, o horror), virar as costas e entrar no carro. Mesmo assim fui perseguido por eles. Não satisfeito, o rapaz abriu a porta do táxi depois que eu entrei, eu tentei fechar de novo, e ele colocou a perna, uma coisa horrorosa, violenta mesmo. Tive vontade de dizer: cara, cê tá louco, me respeita, eu sou um pai de família! Mas fiquei quieto, tipo assalto, em que reagir é pior.

” O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice ”

O táxi foi embora. No caminho, eu pensava no fundo do poço em que chegamos. Meu Deus, será que alguém realmente acha que jogar meleca nos outros é engraçado? Qual será o próximo passo? Tacar cocô nas pessoas? Atingir os incautos com pedaços de pau para o deleite sorridente do telespectador? Compartilho minha indignação porque sei que ela diz respeito a muitos; pessoas públicas ou anônimas, que não compactuam com esse circo de horrores que faz, por exemplo, com que uma emissora de TV passe o dia INTEIRO mostrando imagens da menina Isabella. Estamos nos bestializando, nos idiotizando. O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice. Amigos, a mediocridade é amiga da barbárie! E a coisa tá feia.

” Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência ”

Digo isso com a consciência de quem nunca jogou o jogo bobo da celebridade. Não sou celebridade de nada, sou ator. Entendo que apareço na TV das pessoas e gosto quando alguém vem dizer que curte meu trabalho, assim como deve gostar o jornalista, o médico ou o carpinteiro que ouve um elogio. Gosto de ser conhecido pelo que faço, mas não suporto falta de educação. O preço da fama? Não engulo essa. Tive pai e mãe. Tinham pais esses paparazzi que mataram a princesa Diana? É jornalismo isso? Aliás, dá para ter respeito por um sujeito que fica escondido atrás de uma árvore para fotografar uma criança no parquinho? Dois deles perseguiram uma amiga atriz, grávida de oito meses, por dois quarteirões. Ela passou mal, e os caras continuaram fotografando. Perseguir uma grávida? Ah, mas tá reclamando de quê? Não é famoso? Então agüenta! O que que é isso, gente? Du Moscovis e Lázaro (Ramos) também já escreveram sobre o assunto, e eu acho que tem, sim, que haver alguma reação por parte dos que não estão a fim de alimentar essa palhaçada. Existe, sim, gente inteligente que não dá a mínima para as fofocas das revistas e as baixarias dos programas de TV. Existe, sim, gente que tem outros valores, como meus amigos do MHuD (Movimento Humanos Direitos), que estão preocupados é em combater o trabalho escravo, a prostituição infantil, a violência agrária, os grandes latifúndios, o aquecimento global e a corrupção. Fazer algo de útil com essa vida efêmera, sem nunca abrir mão do bom humor. Há, sim, gente que pensa diferente. E exigimos, no mínimo, não sermos melecados.

No dia seguinte, o rapaz do programa mandou um e-mail para o escritório que me agencia se desculpando por, segundo suas palavras, a “cagada” que havia feito. Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência. E contra a audiência não há argumentos. Será?"

terça-feira, 24 de abril de 2012